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📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.

sábado, 18 de julho de 2026

Porto - Carimbo comemorativo Infante d. Henrique / Escola Industrial do Porto / 06-11-1972 (A-648)

Um lugar para o Colecionismo: Acervo e Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro:...: Acervo e Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Sobrescrito do Centro Universitário do Porto

O elemento de maior interesse da peça é precisamente o carimbo comemorativo de 06-11-1972, associado à Escola Industrial do Porto. A boa qualidade de impressão e a escolha do destinatário sugerem uma intenção de preservação documental e colecionística, prática A sua identificação confere interesse adicional à peça, que testemunha as ligações existentes entre instituições culturais, colecionadores e divulgadores da filatelia portuguesa durante a segunda metade do século XX.

A observação física do envelope revela ainda um aspeto particularmente relevante: a aba de fecho aparenta nunca ter sido utilizada, não existindo evidência material clara de transporte postal efetivo. Na ausência de marcas complementares de trânsito ou chegada, a circulação postal não pode ser considerada documentalmente comprovada. Estes elementos apontam para uma peça preparada com finalidade filatélica, destinada a conservar o carimbo comemorativo em excelentes condições.

Página de exposição ou estudo filatélico com o título "Fragmentos de História: Um Envelope Filatélico para Luís Manuel Barata das Neves (1972)". Na metade superior, apresenta-se um envelope completo com um selo de Portugal de 50 centavos (emissão Rei D. Dinis) obliterado por um carimbo comemorativo circular com a efígie do Infante D. Henrique e o texto "Escola Industrial - Porto C.T.T. 6.11.1972". À esquerda do envelope, há uma marca retangular a roxo do "Centro Universitário do Porto". O envelope está endereçado à mão, em tinta azul, para Luís Manuel Barata das Neves em Lisboa. No canto inferior esquerdo do envelope, encontra-se colado um selo adicional cinzento com as letras "SP" a verde e a inscrição "Museu Filatelia". A metade inferior da página é preenchida por quatro parágrafos de texto justificado que analisam a peça, o carimbo comemorativo e o destinatário. A página está emoldurada por uma linha dupla dourada e preta, terminando com o rodapé "Acervo e Curadoria: Sérgio G. Pedro, 2026.


sexta-feira, 10 de julho de 2026

Acervo & Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: A III FLAVEX (Porto, 1950) vista através das suas obliterações


Acervo & Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Postal Ilustrado Comemorativo da III FLAVEX (Porto...:  

Quando se estuda uma peça relacionada com uma exposição filatélica, é frequente que a atenção recaia sobre a vinheta, o postal ilustrado ou o carimbo comemorativo. No entanto, do ponto de vista da marcofilia, há casos em que a verdadeira história da peça é contada pela sequência das suas obliterações. O postal da III FLAVEX – Exposição Filatélica Artístico-Humorística, realizado no Porto em janeiro de 1950, é um excelente exemplo.

Uma peça preparada para a exposição

O postal ilustrado foi produzido especificamente para a III FLAVEX, realizada em 21 de janeiro de 1950. Apresenta o cabeçalho «Arte Humor», o slogan «Conheça a poesia dos selos» e reproduz o poema Pombo-Correio, de António Correia d’Oliveira.

A franquia é assegurada por um selo da emissão Caravela Portuguesa, no valor de 50 centavos, ao qual foi associada uma vinheta comemorativa da exposição, posteriormente obliterada.

À primeira vista, poderíamos classificá-lo apenas como mais um souvenir filatélico. Contudo, a análise das marcas postais revela uma realidade mais interessante.

O carimbo comemorativo da III FLAVEX

A primeira marca relevante é o carimbo comemorativo da exposição, datado de:

PORTO
21 JAN 1950

Este carimbo testemunha diretamente a realização do evento e constitui o elemento marcofílico mais evidente da peça.

Para além da função obliteradora sobre o selo postal, o cunho foi também aplicado sobre a vinheta da III FLAVEX, prática comum em exposições filatélicas da época. Desta forma, a vinheta deixava de ser um mero elemento decorativo e passava a integrar formalmente o conjunto comemorativo produzido durante o certame.

O carimbo apresenta ainda uma composição ilustrada associada à legenda:

EXPO. FILAT. ART. HUMORÍSTICA

sublinhando a identidade própria da exposição.

A obliteração mecânica dos CTT

É, porém, a segunda intervenção postal que confere especial interesse à peça.

Após a sua aceitação no Porto, o postal seguiu o circuito normal dos Correios e foi tratado em Lisboa por uma máquina obliteradora, que deixou registado:

LISBOA
22 JAN 1950

acompanhado da habitual flâmula ondulada.

Esta marca demonstra que o postal não ficou retido no universo exclusivamente filatélico. Entrou efetivamente no circuito postal e foi processado pelos serviços dos CTT como qualquer outro objeto de correspondência.

Duas obliterações, duas funções

O aspeto mais interessante reside precisamente na coexistência destas duas marcas.

A primeira obliteração possui uma clara função comemorativa e filatélica:

  • assinala a III FLAVEX;
  • documenta a data do evento;
  • valoriza a peça para colecionadores.

A segunda tem uma função operacional:

  • integra o objeto no tratamento postal normal;
  • confirma o percurso realizado;
  • testemunha a passagem pelo sistema mecanizado dos CTT.

Em conjunto, as duas marcas permitem reconstruir documentalmente o percurso:

Porto (21.01.1950) → Lisboa (22.01.1950)

num intervalo de apenas um dia.

A importância marcofílica da peça

Para o colecionador de marcofilia do Distrito do Porto, esta peça é particularmente interessante porque preserva simultaneamente:

  • o carimbo comemorativo de uma exposição filatélica portuense;
  • a utilização efetiva do serviço postal;
  • a marca mecânica de trânsito ou chegada aplicada pelos CTT;
  • a obliteração complementar da vinheta da exposição.

Não estamos apenas perante um documento promocional da III FLAVEX, mas perante um objeto que demonstra a interação entre a filatelia organizada e o funcionamento real dos serviços postais.

Um testemunho dos CTT no pós-guerra

Setenta e cinco anos depois, a peça continua a ilustrar uma realidade frequentemente esquecida: muitas das correspondências preparadas para exposições filatélicas não eram meros souvenirs produzidos para arquivo. Circulavam efetivamente, sendo sujeitas aos mesmos procedimentos postais que qualquer outro objeto transportado pelos CTT.

Nesse sentido, o carimbo comemorativo da III FLAVEX só conta metade da história. A outra metade foi escrita pela máquina obliteradora de Lisboa, cuja marca confirma que a correspondência saiu do recinto da exposição para entrar na rede postal portuguesa.

É precisamente nessa combinação entre celebração filatélica e tratamento postal efetivo que reside o maior interesse marcofílico desta peça.


👉 A ficha de catálogo, com a análise técnica e histórica detalhada, encontra-se publicado no Acervo & Ensaio, órgão de estudo do Museu de Filatelia Sérgio Pedro, onde o documento foi integrado no corpus de investigação do museu

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Porto - Paisagens e Monumentos - Torre dos Clérigos

 


Emissão: Portugal, Paisagens e Monumentos, 1972 – Torre dos Clérigos

Obliteração: Marca dia dos CTT - Porto - 20/05/1922

Postal: Torre dos Clérigos - editado por registada - n.º 445

 


Porto - Carimbo de 1.º dia da emissão Paisagens e Monumentos - Torre dos Clérigos

 


Emissão: Portugal, Paisagens e Monumentos, 1972 – Torre dos Clérigos

Obliteração: Carimbo 1.º dia de circulação - Porto - 01/03/1972

Postal: Torre dos Clérigos - editado por registada - n.º 1445